Manaus, 13, 14 de Outubro de 2018

 

NOSSA HISTÓRIA

 

Em 02.02.1897, após quase 6 anos no Brasil, EURICO NELSON viu surgir a primeira igreja, fruto de seu trabalho, a PIB do Pará. Não era pastor, ainda. O concílio que organizou a Igreja foi liderado pelo Pastor Salomão Ginsburg, judeu convertido ao evangelho, outro gigante de nossa história. Organizada a Igreja em Belém e consagrado ao pastorado, Nelson voltou os olhos para sua paixão, o rio Amazonas.

Em 12.09.1897, no Rio Negro, Nelson batizou os primeiros cinco frutos do trabalho no Amazonas. Duas vezes atingido pela febre amarela, foi para os Estados Unidos para se tratar. Restabelecido e nomeado missionário da Junta de Richmond, organizou a PIB de Manaus, em 5 de outubro de 1900, com vinte membros. O gigante sueco chegou até Iquitos, no Peru, no desejo de pregar o evangelho. Fundou igrejas no Pará, Amazonas, Rondônia, Piauí, Ceará e Maranhão. Faleceu aos 76 anos, em 17 de junho de 1939, tendo dedicado 48 anos devida ao Brasil. Seu sonho era ser enterrado na Manaus amada. E seu corpo aguarda a ressurreição no S. J. Batista.

Quando Nelson morreu, o Presidente da Junta de Richmond disse: "Nenhum outro missionário de nossa Junta foi tão abnegado no serviço sacrificial". Ele foi um dos maiores missionários do cristianismo. Nossa história começa com ele.

Eis as origens da PIB de Manaus. Não somos produto de um racha nem de projeto pouco ético. Somos fruto dos sonhos de um homem apaixonado pelo evangelho e pelo Amazonas. Um homem consumido por missões. Seu coração ardia pela evangelização da floresta amazônica. "Ah, se eu tivesse mil vozes...”, era seu hino predileto.

"Não removas os marcos antigos que teus pais estabeleceram", diz Provérbios 2.28. Há tradições que são meros costumes culturais e que podem ser descartadas. Mas há tradições que são histórias e devem ser rememoradas. Nossa história está repleta de uma tradição de serviço, de trabalho sério e de dedicação. Somos fruto de uma visão incomum de um homem incomum. Precisamos ser uma igreja incomum, que faça diferença no concerto denominacional. Que marque a denominação, a cidade, o grande estado do Amazonas. Devemos ter vocação de grandeza.

Renovemos nosso compromisso com nossa história. Ela é rica e nobre. Temos motivos para nos orgulharmos dela.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho